10 coisas que todo Estudante de Direito deve saber

10 coisas que todo estudante de direito deve saber

O Conteúdo abaixo tem função exclusivamente informativa. Sempre consulte um advogado.

Tópicos do artigo:

Está com dúvidas acerca da graduação de Direito? Elaboramos um manual com os principais informes que todo o estudante de Direito deve saber! 1

Como você já deve imaginar, a faculdade de Direito, assim como as demais graduações de humanas, exigem algumas capacidades dos estudantes. Por isso, pensando no futuro do poder judiciário, reunimos, em um único artigo, as 10 principais coisas que um estudante de Direito tem o dever de saber.

O momento de escolher o curso que poderá definir o restante da sua trajetória para o resto da vida é um momento delicado, exigindo sabedoria, calma e convicção acerca do curso escolhido e das áreas de atuação que um diploma poderá proporcionar.

O curso de Direito, dependendo da organização da universidade, do turno e das condições do aluno, pode durar 5 anos, estendidos pelas variações anteriormente citadas. Da mesma forma, o número de semestres pode variar também, normalmente tem duração média de 10 semestres compreendidos, então, nestes 5 anos. 

Nesse sentido, conforme as diretrizes que regulam o currículo do curso de Direito o Ministério da Educação estabeleceu como parâmetro a carga horária mínima de 3.700 horas, de muito estudo, leitura e determinação.

10 coisas que todo Estudante de Direito deve saber:

1 – Defina, desde o início, sua área de atuação.

Defina, desde o início, sua área de atuação.

Pode parecer difícil, de cara, definir qual a área com a qual você mais se destaca e mais lhe cativa, mas é de suma importância que o estudante passe o decorrer de sua graduação focando seus estudos à área na qual gostaria de atuar depois de formado.  

Normalmente, o bacharel em direito, ao fim do curso, ou opta pela advocacia privada ou seguir carreira jurídica, como a Magistratura, por exemplo, ou a Defensoria Pública.

Destacamos, abaixo, as principais áreas de atuação para quem cursa Direito:

  • Advocacia;
  • Carreira jurídica (Advocacia ou Defensoria Pública, Magistratura e Ministério Público)
  • Carreira Policial;
  • Arbitragem Internacional;
  • Direito Ambiental;
  • Direito Civil;
  • Direito Penal ou criminal;
  • Direito Comercial;
  • Direito Ambiental;
  • Direito Previdenciário e trabalhista;
  • Direito Trânsito;
  • Direito Consumidor;
  • Direito Digital;
  • Direito de propriedade intelectual.

Com o advento da sociedade digital e da Era Tecnológica há inúmeras áreas, ainda, que poderão surgir e se tornar novas possibilidades de atuação dos profissionais formados em Direito.

Então, como orientação, indicamos que os estudantes de Direito possam ingressar no curso já possuindo, mesmo que minimamente, alguma noção da área que pretendem atuar futuramente, isto auxilia, até mesmo, no próprio decorrer da graduação, pois pode ser que o universitário foque seus estudos na resolução de questões ou na análise de jurisprudências, por exemplo. Pois, além dos inúmeros interessados em advogar após concluir a graduação o número torna-se muito maior quanto o assunto é prestar algum concurso público, e a forma de estudar, por mais que semelhante, não é a mesma para a prova da OAB quando comparada com os estudos em torno de concursos públicos.

2 – Você terá que estudar para sempre!

voce tera que estudar para sempre

Não ironicamente!

Embora pareça cansativo saber disso, assim como qualquer área, é necessário que os profissionais se atualizem, não é mesmo?

Imagine profissionais como cabeleireiros, mecânicos, profissionais da saúde, contadores e ambientalistas, por exemplo, se não se atualizassem periodicamente, de que forma acompanhariam as mudanças sociais, ambientais e digitais que permeiam a sociedade?

Com os estudos jurídicos não é diferente!

O Direito exige que o profissional acompanhe as mudanças sociais, políticas, biológicas, econômicas e, principalmente, jurídicas da sociedade para que o direito seja aplicado com eficácia e garantia de justiça.

Por isso, costuma-se dizer que o profissional de Direito é estudante para sempre!

Com base no grau de importância da aplicação da jurisprudência brasileira, sobretudo com análise significativa nos precedentes de casos judiciais, nos casos em que se discute lacunas legislativas e divergência entre leis, esta fonte do Direito também se altera significativamente ao longo do tempo.

O advento do Direito Digital é um dos âmbitos de aplicação dos ensinos jurídicos que mais tende a alterar nestas últimas décadas, isto deve-se à gradativa alteração de leis, normas e da própria jurisprudência brasileira. Baseado, principalmente, nos caso em que a internet e os meios de comunicação estão envolvidos.

A atualização do profissional do Direito garante segurança jurídica aos processos judiciais aos quais ele é constituído. Devido a isso é que diz-se que o advogado é um estudante eterno, por exemplo!

3 – Sua rotina de trabalho pode ser muito intensa!

Sua rotina de trabalho pode ser muito intensa!

A graduação, por si só, já demanda muito tempo de estudo do universitário, é lei seca para ler, doutrina para acompanhar, jurisprudência para entender e questões para fixar o conteúdo.

Na atuação como profissional do Direito, não é diferente. Por isso que, em adição ao item anterior, como esta profissão demanda estudos para o resto da vida, a rotina de trabalho pode ser muito intensa, isto porque, dependendo da complexidade do processo, há a necessidade de dispender horas e horas de trabalho, estudo e soluções em uma demanda judicial.

Quando o assunto é a atuação nas carreiras jurídicas, como a Magistratura, aí o assunto é realmente intenso. Costuma-se dizer que os juízes já viraram máquinas de resolução de conflitos em massa, já que são inúmeros processos que enfrentam por dia e que exigem um posicionamento deste profissional, favorável ou não, por vezes a própria solução deste profissional já gera motivação para que as partes questionem o seu posicionamento. Estamos falando do direito de recorrer que compete às partes quando estas não concordam com as disposições do juiz ou alegam questões que o juiz tenha deixado de se pronunciar.

Portanto, lembre-se que a rotina de trabalho do profissional de Direito é realmente intensa, é estudo aliado ao trabalho por horas e horas.

4 – Para tornar-se um Advogado, precisará realizar o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

Para tornar-se um Advogado, precisará realizar o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

Assim como ocorre ao finalizar o ensino médio, que exige a realização do ENEM para ingressar em uma universidade pública ou possibilitar bolsas de estudos que reduzam o valor das mensalidades em universidades privadas, a finalização da graduação de Direito exige que o estudante realize uma prova que possa o qualificar, definitivamente como advogado!

A famosa carteirinha vermelha é o que garante que aquele profissional de Direito conseguiu ser aprovado no Exame da OAB e tornou-se um Advogado.

Por isso, não basta a conclusão do curso de Direito para a atuação da advocacia, claro que há inúmeros profissionais que ou não foram aprovados no Exame da Ordem ou decidiram não prestar a avaliação, que, mesmo assim, atuam em conjunto à advogados, auxiliando no desenvolvimento e na criação de peças processuais, pesquisas e no atendimento aos clientes, por exemplo. Entretanto, não poderão ajuizar estas ações, pois não estão devidamente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil.

Por ser uma prova muito concorrida e de elevado grau de dificuldade, ela exige que o estudante venha se preparando durante toda a graduação para enfrentar a avaliação.

Esta obrigatoriedade vem desde 1994, instituída pela Lei nº 8.906 que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil.

Dessa forma, o Artigo 8º deste Estatuto prevê alguns requisitos para que o profissional realize sua inscrição na Ordem como advogado, veja:

Da Inscrição

I – capacidade civil;

II – diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada;

III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;

IV – aprovação em Exame de Ordem;

V – não exercer atividade incompatível com a advocacia;

VI – idoneidade moral;

VII – prestar compromisso perante o conselho.

Portanto, se você deseja prestar o Exame da OAB, procure planejar-se para que os seus estudos sejam compatíveis com a forma que a banca costuma cobrar dos inscritos.

5 – Estude de diferentes formas para se destacar.

Estude de diferentes formas para se destacar.

A multidisciplinaridade do Direito é algo marcante na graduação.

Este curso, por se destacar e se relacionar com vários âmbitos da vida em sociedade, costuma interligar assuntos de diferentes questões, destacando a importância da ligação jurídica com o tema.

Por exemplo, questões relacionadas com a polêmica da legalização do aborto envolvem visões sociológicas, biológicas e acaba se estendendo ao aspecto jurídico da legalidade do ato.

Na verdade, é uma verdadeira mudança de paradigma. A necessidade de conhecimento multidisciplinar é um grande desafio no mercado jurídico atual, indo muito além do conhecimento de direito, jurisprudência e doutrina.

Hodiernamente, o conhecimento da lei é fundamental, mas não suficiente para prestar um serviço completo e qualitativo.

Além de entender as especificidades das operações de nossos clientes, precisamos aliar conhecimentos técnicos específicos a características modernas de atendimento, como customização de serviços, proximidade com o cliente e conhecimentos especializados e multidisciplinares, como administração, economia, biologia e estudos sociais.

É essa combinação de competências e habilidades que garante o crescimento do mercado e cria valor para o negócio, além de destacar a eficiência do profissional do Direito.

Por fim, dentro do próprio Direito há inúmeras formas de estudar para que o estudante obtenha sucesso na graduação, alcançando boas notas e adquirindo o máximo de conhecimento por meio de diferentes perspectivas de estudadores sobre um mesmo assunto, como é o caso das inúmeras doutrinas que influenciam juízes e legisladores a administrar o poder judiciário em nosso país.

6 – Estágio é experiência!

Diferentes de muitas graduações, como a medicina, farmácia, fisioterapia ou a educação física, por exemplo, o Direito é muito teórico. As aulas práticas ocorrem ao final do curso ou são ofertadas por meio de disciplinas complementares, o que acaba ficando restrito a um pequeno número de estudantes.

Por isso é muito importante destacar a experiência que é estagiar durante a graduação, o estágio proporciona conhecimento e prática aliado ao material e ao ensino teórico visto em sala de aula. É o Direito na prática, literalmente!

Seja em órgão público, como no Ministério Público ou na Defensoria Pública ou até mesmo em escritórios de advocacia, o estágio além de garantir que o aluno possa aplicar seus conhecimentos à prática judicial, em muitos lugares, ainda garante uma excelente bolsa para o estudante, servindo como motivação aos estagiários.

Muitos estabelecimentos oferecem bolsas de em média R$ 800,00, com os devidos adicionais de vale-transporte e vale-alimentação. Essa é uma ótima forma de contribuir para o crescimento do estagiário, pois além do estudante se desenvolver intelectualmente, financeiramente a bolsa poderá lhe ajudar muito.

Interessante é valorizar o seu currículo para que se destaque entre os demais estudantes, embora em órgãos públicos a seleção ocorra por meio de processos seletivos, em escritórios de advocacia, comumente, é avaliado, tão somente, o currículum vitae do candidato à vaga e seu histórico de notas do último semestre.

Há inúmeras formas de valorizar o seu currículo: participando de congressos, eventos, palestras, fóruns, apresentando trabalhos acadêmicos científicos, realizando cursos pela internet, se aperfeiçoando em algum idioma, demonstrando alguma experiência anterior e explicitando a forma com a qual você irá agregar valor à equipe e como serão seus esforços neste sentido.

Por fim, sabe-se que, além do estágio obrigatório, o aluno, dependendo de suas condições econômicas e da disponibilidade de tempo, poderá, desde o primeiro semestre, interessar-se por um estágio, pois como já apresentado, a prática aliada à teoria são grandes amigas!

7 – Seja participativo durante as aulas.

seja participativo durante as aulas

Você já deve ter ouvido de alguém que passou por uma universidade que a fase da graduação é a melhor época de nossas vidas, e só depois que você passa por este ciclo é que isto se confirma.

Geralmente, a maioria dos universitários ingressa na universidade com 18, 19 anos, pensando em aproveitar a vida, comemorar a aprovação na universidade, conhecer novas pessoas e fazer novos amigos. Tudo bem, esta fase é muito marcada por isso também!

Mas elencamos este tópico para incentivar aos estudantes para que aproveitem toda e qualquer oportunidade que a academia lhe proporciona, isto é: participando de fóruns, atuando em Júri Simulado, apresentando jurisprudências em aulas, levantando debates e trazendo discussões à sala de aula. A academia é para isso, lá fora tudo já está muito iminente e a discussão fica restrita aos legisladores, então, sendo os estudantes possíveis integrantes dos 3 poderes que regem a sociedade, esta é uma forma de plantar em cada estudante uma plantinha de mudança, pois há inúmeras questões que merecem a atenção da população.

Quando falamos em participação não queremos dizer inconveniência, pois ninguém merece aquele aluno repetindo o que o professor acabou de explicar. A participação que mencionamos aqui, é a inovação, são as diferentes formas de marcar presença em uma aula, mesmo que seja apresentando uma simples jurisprudência, significa que você não fica restrito ao que é visto somente em sala de aula, e isto é cativante até mesmo aos professores.

8 – Você não precisa ter uma biblioteca em casa para ser um bom aluno.

Você não precisa ter uma biblioteca em casa para ser um bom aluno.

Quando fala-se em Direito, imaginamos, de imediato, aquele “livrão” que acompanha o advogado, como se o direito fosse baseado apenas nos estudos das disposições do compilado de leis constantes no “Vade Mecum”.

Com o advento da modernização das fontes de estudo, não é mais necessário adquirir inúmeros livros para acompanhar os estudos, há, até mesmo, em algumas universidades, bibliotecas virtuais que podem ser acessadas por um simples login do aluno, que disponibilizam milhares de obras em formato PDF ou então a versão digital do livro que é a mesma do livro físico!

Em algumas universidades, o próprio Vade Mecum caiu em desuso, isto porque é permitido aos alunos fazerem uso das legislações constantes no Vade de forma digital, acessando o Código Penal ou o Código Civil, por exemplo, através da internet.

Facilitou, até mesmo, a opção de verificar com qual doutrinador o aluno mais se identifica, pois ficou fácil acessar cada uma das doutrinas correspondentes à matéria pela internet e averiguar qual doutrinador mais lhe interessa ou com qual o estudante mais se identifica, pois a didática de cada doutrina é peculiar.

Aos amantes da leitura e da literatura, há diversas opções para leitura online, como iPad, tablets ou até mesmo através do e-reader desenvolvido pela Amazon, o Kindle. Opções não faltam, mas a necessidade de adquirir dezenas de obras literárias, códigos e doutrinas não se faz mais necessária. 

Interessante também é atentar-se às criações desenvolvidas pelos próprios universitários, como monografias, teses e dissertações, que unem compilados de pensadores, teorias e visões de diferentes doutrinadores, esta é uma ótima fonte de pesquisa!

9 – Suas notas na faculdade não definem o profissional que você será futuramente.

Suas notas na faculdade não definem o profissional que você será futuramente.

São inúmeros os fatores que influenciam nas avaliações da faculdade, nervosismo, ansiedade, preocupação ou noites mal dormidas em função dos estudos que antecederam a prova.

Por isso que suas notas não definem o estudante que você é, muito menos a sua capacidade, quem dirá o profissional do futuro que o estudante da graduação foi.

Há avaliações com grande nível de dificuldade que podem pegar de surpresa o aluno e confundi-lo acerca do que fora estudado, por isso que o MIT (Massachusetts Institute of Technology), divulgou em uma de suas pesquisas o que era controvertido entre as pessoas: que as notas dos alunos não refletem, necessariamente, a sua inteligência e a sua capacidade frente aos estudos.

Alunos com notas medianas podem surpreender quando analisados ao seu trabalho na prática do Direito, isto porque talvez trabalhem tanto para entregar excelentes resultados na área que atuam que não há tempo para estudar, especificamente, para o que será cobrado nas provas da graduação.

Entretanto, embora possam não apresentar bom desempenho em classe, a experiência que adquiriram na prática, além dos títulos e do reconhecimento na hora de conseguir uma vaga de emprego que tanto deseja pode influenciar muito!

Portanto, não necessariamente o aluno que você foi em sala de aula, seja positivamente ou negativamente, terá os mesmos resultados quando estiver atuando no mercado de trabalho.

10 – Atente-se aos prazos!

Sendo a faculdade um campo de treinamento para você aplicar seus conhecimentos e conhecer a prática dos processos judiciais, comece a olhar aos prazos de trabalhos, fóruns e provas com mais carinho, zelo e atenção.

Se você interessar-se pela prática forense, há inúmeros prazos que devem ser seguidos à risca pelos profissionais, caso contrário, o processo poderá ter perdas irreparáveis. O direito de recorrer é a questão mais polêmica neste âmbito, isto porque se a parte não recorrer ou refutar as alegações da parte contrária, automaticamente, as alegações, os fatos e o direito fundamentado serão admitidos como verdadeiros, já que não foram revidados pela parte contrário.

A perda de um prazo constitui infração disciplinar do advogado, conforme o Estatuto da Advocacia e da OAB:

Das Infrações e Sanções Disciplinares

Art. 34. Constitui infração disciplinar:

(…)

XVI – deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou de autoridade da Ordem, em matéria da competência desta, depois de regularmente notificado;

(…)

Por óbvio, o advogado não é obrigado a aceitar todas as causas que são propostas a ele, contudo, uma vez que é constituído em um processo a sua responsabilidade perante o cliente é de ordem contratual, respondendo pela perda da probabilidade de sucesso em um processo se, por exemplo, perder um prazo ou deixar de recorrer em algum processo.   

dúvidas frequentes

Dúvidas frequentes

Todas as leis devem ser decoradas pelo estudante de Direito?

Esta é a clássica dúvida com a qual o iniciante da graduação se depara, ainda mais quando começa a desbravar todas as legislações que integram o poder judiciário de nosso país. Afinal quem nunca deparou-se com um familiar questionando se você teria capacidade de decorar todas as leis existentes no país, não é mesmo?

Nosso país possui diversas leis que regem diversos âmbitos da nossa sociedade, assim como meio ambiente, trânsito, patrimônio público.

Da mesma forma, cada Estado possui sua própria legislação, bem como cada cidade possui a sua própria lei orgânica que regula as diretrizes e a organização do município.

Por exemplo, a Lei Estadual do Estado de São Paulo é muito diferente da Lei do Estado do Rio Grande do Sul, isto porque divergem em aspectos, sociais, financeiros, mercadológicos, urbanos e rurais e em diversos outros âmbitos da sociedade. Por isto não há menor chance de decorar todas as legislações possíveis existentes. Da mesma forma ocorre com cada legislação dos municípios brasileiros, já que segundo o último censo de 2021, o Brasil contava com cerca de 5. 568 cidades, se cada uma delas dispuser de uma lei orgânica que rege as relações da cidade com seus munícipes, o estudante de Direito enlouqueceria com tanta informação em mente.

Além da Constituição Federal, ainda há diversos códigos que tratam de assuntos penais, cíveis, empresariais, entre outros. Por isso que decorar esta infinidade de normas e leis seria, minimamente, desumano.

O bacharel em Direito não tem a obrigação de decorá-las, mas deverá saber como as interpretar e como deverão ser aplicadas.

Precisa gostar de ler para cursar Direito?

Sim, realmente é muito importante que o estudante se interesse por leitura, já que a maior parte do tempo da graduação o universitário passa acompanhado de um livro.

Dessa forma, embora não há a necessidade de decorar todas as leis existentes em nosso país, é essencial o gosto pela leitura, para compreender cada área do vasto campo de conhecimento do Direito, dezenas de livros e e-books devem ser lidos para acompanhar a teoria vista em sala de aula e para ajudar na prática.

Cada disciplina vem acompanhada de uma vasta bibliografia, além das leituras complementares que podem ser recomendadas pelos professores.

Se você gosta de ler, é um passo a frente. O estudo individual e a procura por conhecimento de forma autônoma qualifica a sua formação.

Um vasto conhecimento bibliográfico permite pesquisas e trabalhos de excelência, o que qualifica um profissional desde a sua graduação. Investir em obras de auto renome é investir na própria educação, juristas como Rui Barbosa, Pontes de Miranda, Luís Gama, Clóvis Beviláqua, Francisco Müssnich, Arnoldo Wald, Maria Helena Dinis, Pedro Lenza e outros inúmeros doutrinadores têm muito o que nos ensinar dependendo de sua área de atuação e pesquisa.

Tem cálculos na faculdade de Direito?

Engana-se aquele que pensa que, cursando Direito, não terá que enfrentar matemática durante a graduação, uma vez que o Direito esta alinhado, majoritariamente, à um curso teórico baseado em leituras e análise de leis e normas.

Há algumas disciplinas como Economia aplicada ao Direito, Direito Previdenciário, Direito Tributário, Direito do Trabalho que envolvem, de forma significativa, mas não exagerada, alguns cálculos.

Obviamente que os cálculos não são igualados aos cursos de exatas, como contabilidade e engenharia civil, por exemplo, mas exigem cautela do estudante, pois as contas podem ser relacionadas à cálculos previdenciários ou o montante correspondente a um valor acrescido de juros, e servem para treinar os alunos diante da prática forense.

Então se você decidiu cursar Direito para fugir da matemática, você se deu mal!

Há outras diversas opções de graduações que envolvem, minimamente, cálculos matemáticos, mas, duvidamos, ao extremo, que sejam cursos tão interessante quanto à ciência jurídica.

Conclusão

Revelada a importância e o grau de determinação e foco que deve ser desenvolvido pelo estudante, o estudo acerca das Ciências Jurídicas exige muito estudo e qualificações, muito mais do que em outras áreas de conhecimento.

Assim, objetivando desmistificar algumas informações já concretizadas nesta área, este artigo buscou tornar mais simples este bicho de sete cabeças com o qual, costumeiramente, compara-se o Direito.

O Direito é lindo, e não só na teoria,  e deve ser interpretado como um conjunto de ferramentas que visam amparar as pessoas que dele necessitarem quando sentirem-se injustiçadas ou concluírem que se encontram frente à uma desigualdade.

Surgido há muitos séculos, o prestígio social que as Ciências Jurídicas trazem consigo faz com que o curso apresente uma grande quantidade de adeptos, com base na sua importância perante a realidade social ou diante do desejo de mudança da sociedade e das leis que a regem, por isso desde o contato inicial com a graduação a postura esperada dos futuros atuantes do poder judiciário é que vão pela justiça, mesmo que esta esteja contra a lei, muitas vezes.  

O estudo acerca das falhas legislativas e das desigualdades sociais da população é o primeiro, e o mais importante, passo para a devida aplicação da justiça.

A mensalidade do curso de Direito é um assunto difícil de mensurar, isso porque depende das condições de pagamento da própria universidade escolhida pelo aluno. Além disso, também dependerá se o graduando ingressará na universidade por meio do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), uma vez que, se tratando de faculdades públicas a mensalidade é gratuita, mas em faculdades particulares a mensalidade tende a ser cobrada, podendo variar o valor de forma significativa se, por exemplo, o graduando obtiver bolsa, por meio do próprio vestibular ofertado pela universidade ou através do PROUNI – Programa Universidade Para Todos.

Sendo o curso de Direito um dos mais procurados pelos estudantes ao concluírem os estudos do ensino médio, suas aplicações se estendem desde as relações humanas com o outro até a perspectiva jurídica que permeia essa relação e regula os limites entre as partes, por exemplo.

O curso, dependendo da universidade, oferta aos alunos diversas disciplinas em que o Direito se aplica como o Direito Civil, tratando de questões das relações interpessoais;  Direito Penal, relacionado com o dever do Estado de vigiar e punir, estabelecendo parâmetros e consequências aos infratores das leis em vigor; Direito Constitucional, destacando a importância da Carta Magna brasileira, sendo esta a Lei Maior do Estado Brasileiro servindo de fundamento às demais legislações elaboradas; e diversas outras disciplinas em que o Poder Jurídico reflete.

Possuindo caráter generalista, o curso de Direito é muito téorico! Apenas aos poucos que a prática judicial é introduzida durante a graduação. Importante destacar que para concluir a graduação é fundamental a realização do estágio obrigatória e a apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), uma monografia a respeito de um tema que é pertinente ao estudante e que pode desdobrar campos de pesquisa e investigação a serem descobertos por mais pessoas.

O bacharel em Direito poderá atuar em diversas áreas, como a advocacia, por exemplo, no setor público ou no judiciário, como é o caso da AGU – Advocacia Geral da União.

Além disso, o bacharelado em direito possibilita o ingresso às carreiras jurídicas mais disputadas: o Magistrado, Promotoria de Justiça, Defensoria Pública e Procuradoria do Estado.

Os tipos de formação que o curso de Direito proporciona é o bacharelado e a pós-graduação.

Esse artigo é de extrema relevância e foi desenvolvido com o intuito de lhe auxiliar na graduação ou desmistificar algumas mentiras enraizadas, então, não deixe de enviar para o máximo de pessoas do seu ciclo, como familiares, amigos, colegas da faculdade, além de compartilhar em suas redes.

Não deixe de conferir outros textos relacionados à atuação da advocacia, como o artigo acerca das 10 petições que todo advogado deve ter.

Você gostou das nossas dicas? Deixe um comentário aqui embaixo nos contando de que forma este artigo lhe auxiliou!

IMPORTANTE: O Artigo acima foi escrito e revisado por nossos advogados. Ele tem função apenas informativa, e deve servir apenas como base de conhecimento. Sempre consulte um advogado para analisar seu caso concreto.

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